sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Fiéis...

Pode-se, porventura, enumerar-se, dentre os santos e mártires, os que foram mais fiéis a Deus? Como medir, quais variáveis pesar, até definir-se entre todos, os que foram mais fiéis e leais?

Em Noé foi encontrado justiça, não por ser o mais justo entre outros justos, mas por ser o único que praticava justiça... pesava-lhe isso, ao seu favor, ainda que não fosse perfeito. E o trabalho da arca não foi um simples exercício de fé, porque nada foi-lhe encoberto: Deus deu-lhe o projeto da arca, avisou-lhe sobre tudo que faria, as águas que viriam, as espécies que preservaria, enfim, não deu-lhe escolha, Deus ordenou-lhe, e ele teve que fazer. Era uma ordenança…

Daniel era íntegro e consagrado, e o anjo que trouxe-lhe respostas chamou-lhe de homem mui desejado por Deus, mas, na vida de Daniel, excetuando-se o cativeiro no início e o transtorno da cova dos Leões, foi um homem que mesmo em dificuldades nunca deixou de prosperar, pois Deus sempre o exaltou, cada vez mais…

Abraão, cito-o, considero-o mais fiel que muitos, inclusive que os dois citados acima, no sentido que acreditou e seguiu um Deus desconhecido, ou, se alguns poucos, como Melquisedeque, o conheciam, Deus ainda não havia feito de Si um nome na terra… E, em verdade, todos que creram e obedeceram depois de Abraão, são considerados descendência dele, o pai dos que creem, porque creu e seguiu primeiro, sendo fiel ao ponto de aceitar matar, se necessário, seu próprio filho... Os que vieram depois já sabiam que valia a pena esperar e confiar no Deus de Abraão, por saberem o que Deus fez por aqueles que confiaram e creram Nele, mas Abraão confiou e creu sem referência nenhuma…

Mas…

agora digo, em termos de lealdade, não a nada que se compare a Jó. Não era profeta, era um homem comum, mas extremamente fiel, ao ponto que o Próprio Deus exibiu-o ao demônio como um troféu, orgulhando-se de tê-lo como primícia, exibindo-o como um proprietário orgulhoso que exibe suas peças de Prata, já com intenções de incitar o demônio contra ele. Deus sabia que, mesmo nada entendendo, aquele era o homem que na riqueza, na pobreza, na saúde, na enfermidade, na tristeza, na alegria, não negaria a Deus por nada... bom, nesse ponto, acredito, mais fiel que Jó, só o próprio Filho de Deus…

E por falar em riqueza, pobreza, alegria, tristeza, quem medirá a fidelidade de Paulo, o prisioneiro de Cristo, que manteve-se casto, que alternava prisões, viagens em porões de navios, a pé, em costa de animais, incansável, levando o evangelho a outras nações, o corpo distante mas por cartas instruindo as igrejas, vendo coisas inefáveis acima deste céu, fiel e dedicado em tempo integral, desde a conversão até a morte?...

Difícil demais, classificar, selecionar entre tantos, quem foi, ou quais foram, os mais fiéis, mas... Será que isso importa? Não. Graças a Deus não. A Cristo é o que menos importa. Ele não está preocupado com os primeiros, mas com os últimos. Ele nem vai comemorar muito, no dia da Sua volta, quando o primeiro entrar, pois sua atenção estará voltada não ao início, mas ao final da fila, ansioso por ver o último que vai chegar... E antes ainda da Sua volta, Ele, agora, está acordado, triste, olhando pela janela, esperando os pródigos que terão a coragem de voltar… e,conformem-se todos os fiéis e leais, que nunca saíram do aprisco e nem defronte do altar, porque toda a ovelha desgarrada que ele reencontrar, e tiver a felicidade de poder novamente abraçar, vai amar muito, muito mais que a nós, e não vai conseguir e nem querer e nem preucupar-se em disfarçar...

Dá um glória…

Fica com Deus…

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