sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Fome...

Tristeza e pranto, em Serepta... Seca prolongada, tempo de estiagem, uma viúva e seu filho, os dias passando, reservatório secando, mantimentos acabando, e com eles a esperança... Céu límpido, sem nuvens, nenhuma, e um sol coroado, carrasco sem trégua, compondo a cena árida e trágica, Ah! Nuvens que não vem! Socorro que não chega! É preciso que venha, ao menos uma nuvem pequena, que traga, senão a vida definitiva e digna, mas ao menos a que irrigue e prolongue a sofrida existência... mais um dia, e outro, e mais outro... provimentos consumidos, sem reposição... mãe sempre levanta questões, Será melhor não comer, alimentar somente o filho, garantindo-lhe o dobro de previsões? Não, não basta um filho vivo, sem mãe... que viva também a mãe, o mesmo exato tempo que o filho... para consolá-lo quando a sede for não de água, mas de afago materno... mães são necessárias, transmitem esperança, mesmo quando não encontram-na sequer para si mesmas... está decidido, então, comamos juntos, todo alimento, e morramos juntos, quando acabarem os provimentos... tudo resolver-se-ia, se viesse a chuva, mas não veio... e reduziu-se a dispensa, chegou o momento, em que todo provimento, do que foi economizado, permite preparar, apenas, o último bocado... ora, a última refeição jamais será um manjar, visto que são sobras... após prepará-la, há de comer-se lentamente, fixar a mente no paladar, pois o sabor de alimentar-se ficará somente na consciência, enquanto houver consciência em corpos que a fome vai ceifar…

A mulher olhou para o filho, irá preparar o último alimento, mas... percebe, ao longe, um homem aproximando-se, com o passo dos que peregrinam, caminhando à lugar nenhum, tendo o semblante dos sobreviventes e famintos... nunca viu-o, não sabe a que veio, mas, em tempos de crise e miséria, talvez veio roubar-nos. Pobre homem se veio a isso chegou tarde, não há nada à levar, e, caso queira matar-nos, será bem vindo: talvez seja melhor morrer assassinado que de fome, pois, sendo a morte iminente um fato, ao menos morre-se mais rápido... O homem aproximou-se, parando próximo a mulher, pedindo-lhe algo para comer, a mulher respondeu, Não tenho nada, a não ser um pouco de farinha na panela e azeite na botija, é tudo que sobrou, prepararei um bolo para mim e meu filho, para que comamos e morramos... o homem fitou-a, com novo rosto, recomposto, e com voz e Palavra que é sorte dos que confiam e esperam Nele, ou até dos que perderam as esperanças, mas Ele elege-os para serem os portadores dos milagres... E aquele estranho, mero porta-voz das visões de Deus que estavam sobre ele, anunciou, Vai, mulher, e faz como dissestes, porém, faz primeiro um bolo para mim, e depois para vós, porque assim diz o Senhor, o azeite da botija não vai secar, e a farinha da panela não vai acabar... e ela assim o fez. E cumpriu-se. Porque Palavra de Deus cumpre-se de fato, por ter força de decreto.

Fica firme, não emigre, não busque outra sorte, pois, ainda que a terra não queira produzir sua bênção, se ela é sua por decreto, ela surgirá... Mesmo que sob a insígnia do impossível, como são as providências dignas de serem chamadas de milagre... entendeu? Hum... esgotaram-se as possibilidades? Bom... que venha o impossível, então. Prepara-te para a grande virada. Deus tudo pode, mas nós não. E, sem Ele, nada podemos fazer, isso é verdade, mas..TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE!!! Então seja fortalecido por Ele, no nome do Senhor Jesus...

Dá um glória...

Fica com Deus…
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