sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

O Condutor...

Tudo é antigo, dado o tempo desde quando existimos, e vai-se mui povoado este mundo onde povos aglutinam-se, populoso, sobrecarregado, independente do conto ligeiro e breve de todos que já partiram… o mundo perdeu o rumo já no princípio, tornando-se maldição ainda na primeira infância, estado alterado, inocência acabada, terra estéril, contaminada, veneno (ir)respirável, campos de morte que cobrirão-nos, a todos os gerados sob a insígnia da eternidade, que vieram destinados não a jazer sob mantos da terra, mas sim exercer domínios sobre ela… Ah! Quão frágil o homem, sem chance diante do inóspito, náufrago mesmo enquanto sobre o chão… Primeira medida do Excelso: o mundo sob intervenção. Plano de resgate que quebrará o julgo da morte e maldição: veio o Cônsul celeste, herdeiro do Trono, pavimentar a grande ponte que unirá os extremos, transporá o abismo, criará o caminho, que conduzirá os que emigram à segurança das moradas do Altíssimo. Que sorte! Sorte dos que chegarão! Dos que aglutinam-se em vagões apertados, seguindo sobre trilhos tortuosos, com destino a redenção! E vai, sinuoso, o grande comboio de vagões, parando nas plataformas de tempos e épocas e gerações. Não invade-se os vagões, somente os chamados entrarão, mas… não é escolha! Ao menos não nossa: deve-se ser escolhido! E todos que embarcam são chamado benditos! E muitos na verdade embarcariam, mas, não é-lhes dado saber, ao menos, que as portas abriram-se e a sorte chegou... Não viram, e não verão, não souberam, e não saberão, até que venha soar o último grito, quando não houver mais lugar para sacrifício ou redenção. Porém… os que atenderem o chamado e não abandonarem o comboio, abrindo mão do conforto, mesmo com choro, dores, espasmos, privações, provações, e chegarem ao destino passando no filtro da última triagem, aniquilados, trazendo como posse somente os restos de si, mas… se não foi abortado o ser fecundado no ventre da alma e vingar o embrião da criatura celeste, iluminada, esses alcançarão a eternidade quando morte e inferno não mais existir… Ei! De quantas coisas privam-se aqueles que entram por esses vagões! Não olhe pela janela, pois a visão mais horrível deprime e enfraquece o coração, enquanto a mais bela é mero engano, palco montado, tentando seduzir escolhidos a desembarcaram na próxima estação... Não olhe pra fora! Olhe pra dentro! E no meio das maiores dores e provas e lutas, o próprio Condutor senta, agora, ao teu lado, e pega tua mão. Respira. Suspira. Consola-te Nele. É fato: pelo simples motivo Dele estar do teu lado, VOCÊ VAI VENCER…

Dá um Glória…

Fica com Deus…

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Comentários estão liberados por tempo indeterminado, pois não terei condições, por algum tempo, de moderá-los (estarei sem internet durante algum tempo então não sei quando exatamente retornarei) por isso comentem a vontade e os comentários serão publicados automaticamente, porém, fica assim, logo que consiga voltar e lê-los, caso haja algo ofensivo ou inadequado, irei deletá-los, ok? (porém, tenho que ser justo: todos que passaram aqui e comentaram ou não, até este momento, só trouxeram alegrias). Ah, sim... ainda em tempo, há um post muito indigesto neste blog, se chama "Será que vale a pena...?", este post é tão horrível que, até este presente momento, só mesmo eu tive coragem de comentá-lo, por isso, para promover aquele texto (poema????) horrendo, os heróis (que Deus lhes proteja) que conseguirem comentá-lo concorrerão a uma caixa vazia do meu remédio faixa-preta, com uma dedicatória e meu autógrafo. Fiquem com Deus, assim que possível, retornarei. Bye.