segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Como tocá-Lo... (Parte 1)


Uma mulher trazia, sobre si, grande enfermidade. Tendo gastado todos seus bens, não alcançara a libertação. Percebeu, num momento, grande movimento, muitas vozes, um povo oprimindo-se e caminhando na mesma direção. Questionando do que tratava-se, disseram-lhe ser Cristo vindo pelo caminho, cercado, por grande multidão...

Ela sabia do que tratava-se. Conhecia-o apenas por nome, mas ouviu falar muito sobre o poder que estava Nele. Ele estava ali, mas não veio por ela ou para ela, aliás, nem ao menos tomou conhecimento da sua presença, ou de qualquer outra pessoa, dado que simplesmente rompia a multidão, indo a um destino: a casa de Jairo, já que fora-lhe anunciado que havia uma enfermidade e o Espírito de Deus movia-o para lá. Ela desejou ser ouvida e curada por Ele, de desenganada e desiludida começou a imaginá-lo como último recurso, desejou chamá-lo, porém, sabia ser impossível sobrepor com a voz tantos gritos, então pensou, não posso ser ouvida, e nem detê-lo no seu caminho, mas, quem sabe, se conseguir romper a multidão, não sendo vista ou notada ainda posso ser libertada, se ao menos tocar na orla dos seus vestidos? E partiu para o meio da turba, lutando por seguir Seu passo. Não estava em vantagem alguma, pois ao começar sua marcha a multidão já estava formada. Avançou entre a multidão palmo a palmo, com ânsia de vida, como o submerso que busca a tona para respirar, foi atrás de sua última chance, sem nada a perder, sabendo que, perdida por perdida que estava a vida, nenhum mal a mais lhe seria acrescentado, se fosse pisoteada ou agredida. A cada metro mais próximo, maior era o aperto, e já à apenas um metro deles, os próprios discípulos faziam-se paredes, na intenção de protegê-lo. Num momento, num movimento que corpos são empurrados para um lado e outro, em que ela apenas viu a direção em que estava Alguém que todos tentavam tocar, ela esticou um braço que mesmo esticado não conseguia Lhe alcançar, até que, ainda que rapidamente, não teve dúvidas que sua mão conseguiu tocar a orla dos seus vestidos...

Ele parou, no exato momento, pois percebeu que a virtude moveu-se dentro de Si, e espantou-se... era acostumado a escolher a quem libertaria, mas alguém aproximou-se e apossou-se de uma libertação que não era predestinada para si... Cristo não repreendeu-a, antes amou-a, porque para arrancar Dele um milagre, algo não programado ou escrito, é preciso ter fé, muita fé... e ela tornaria-se útil a partir dali, pois tornou-se um símbolo: de que Cristo jamais despede vazio, aqueles que tocam-Lhe com fé...

Ei! Continua insistindo! Não te intimides com a turba, com o grande conglomerado, com todas as barreiras impostas pelo inferno, visando impedir-te de tocar-Lhe... O milagre, Nele, é uma virtude latente! Ele é o nascedouro dos milagres!!! E Ele passa, como que indiferente, mas deixa a orla tremulando, gentilmente, e dentro do coração te clama, Por favor, toca-Me! SIrva-se, escolhendo teu milagre! Porque quem tocar-me, com fé, na orla do meu vestido, ainda que venha vazio, LEVARÁ NO BORNAL O IMPOSSÍVEL....

Fica com Deus...

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